"Sou intensa, exagerada,
atrevida, curiosa, doce, ácida, livre, solta, tenho milhões de reticências,
gosto de pessoas não-acabadas e não quero ser rotulada. Me recuso
terminantemente a concordar com a existência de um mundo limitado, colocar uma
LOGO na testa, parar de escrever, parar de sonhar, ter uma vida morna e parar
de falar o que eu penso. E o que penso? Que podemos ser mais. Que temos
pré-conceitos demais. Adoramos julgar o outro, rotular o vizinho, sem olhar
para dentro de nós mesmos. Não nos sentimos capazes de sermos o que somos. De
sermos tudo o que podemos (e queremos). De sentir felicidade plena todos os
dias (apesar de sabermos que é difícil, mas não impossível). A sociedade corta
nossas asas, nossa criatividade, nossos desejos reais e nos deixa com medo.
Medo de não ser aceito. De não ser amado. De não ser compreendido. Medo de ser
feliz todo dia e não saber lidar com nosso próprio poder. Medo de não ser feliz
nunca e morrer aos poucos. Quer saber? A sociedade não é culpada. (Ela só
possui regras e convenções). Nós somos os únicos responsáveis pelo que iremos
fazer com as nossas próprias vidas. E aí? Peixes fora dágua sempre acham mares
diferentes (e ás vezes turbulentos) para se viver. (E mergulhar fundo). E
produtos vivem expostos em prateleiras, têm preço e não correm risco. (O prazo
de validade já vem registrado). É uma escolha que depende de cada um. A minha
eu já fiz.."
Fernanda Mello.

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"Que um amor te aconteça,
Que um amor te salve,
Que um amor te cuide.."